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17/03/2010

Trio de Câmara Brasileiro

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Música no Museu

No Museu de Arte da Pampulha, está no seu nono ano de sucesso, sempre com o objetivo de apresentar música de qualidade ao público que passou a utilizar cada vez mais o MAP como espaço de lazer e cultura. O projeto, que acontece sempre uma quarta-feira por mês, é atualmente exclusivamente instrumental e nele já se apresentaram grandes instrumentistas nacionais e internacionais tais como Dave Holland, Joshua Redman, Itiberê Orquestra Família, Chico Pinheiro e Anthony Wilson, Paulo Moura, Altamiro Carrilho, Gilson Peranzzetta, Egberto Gismonti, Guinga, Zé da Velha e Silvério Pontes, Weber Lopes e muitos outros mais.

Trio de Câmara Brasileiro 17/03/2010

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Trio de Câmara Brasileiro lança disco com obra do mestre do choro no MAP

Quem gosta de choro e de violão brasileiro não pode perder a única apresentação que o Trio de Câmara Brasileiro fará no Museu de Arte da Pampulha, no dia 17 de março, às 21 horas.
O show, que abre a programação de 2010 do projeto Música no Museu da Pampulha apresenta o repertório do disco “Saudades de Princesa”, totalmente dedicado a obra original de Canhoto da Paraíba, um dos grandes compositores do chamado jazz brasileiro e considerado o maior “chorão” do nordeste brasileiro.
Os ingressos custam R$ 10,00 e podem ser adquiridos no próprio MAP ou na loja CD Plus (Rua Paraíba, 1399, Savassi). A renda é revertida para a conservação do Museu.
O projeto Música no Museu da Pampulha  é uma realização da Veredas Produções , patrocinado pelo Instituto Hermes Pardini  através da Lei Municipal de  Incentivo à  Cultura e está no 9º ano de sucesso, sempre com o objetivo de apresentar a boa música ao público que passou a utilizar cada vez mais o Museu como espaço de lazer e cultura.
Composto por Caio Cezar (violão, direção musical e arranjos), Alessandro Valente (cavaquinho e arranjos) e Pedro Amorim (bandolim e violão tenor), o TRIO DE CÂMARA BRASILEIRO traz na bagagem artística de seus integrantes o melhor do choro brasileiro.
Especialmente formado para apresentar ao grande público parte da obra de Francisco Soares de Araújo, o Canhoto da Paraíba, o Trio registrou entre os meses de maio e junho de 2009, no Rio de Janeiro, 12 obras desse lendário estilista do violão, autor de aproximadamente 100 músicas e reverenciado por nomes como Baden Powell, Raphael Rabello, Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali e Paulinho da Viola.
O CD Saudades de Princesa (Crioula Records) foi produzido por Caio Cezar e Lu Araújo. O repertório, que inclui composições ainda inéditas, foi organizado a partir da pesquisa e levantamento realizados pelo pernambucano Caio Cezar no conjunto da obra e em diversos registros caseiros, feitos em fitas K-7 pelo próprio Canhoto, ao longo da carreira.
Com a intenção de divulgar a um número maior de pessoas essas criações, Caio Cezar formou em 2003 o Trio de Câmara Brasileiro . “Ele foi o primeiro grande músico do violão que conheci. Ainda menino ia à Casa das Serestas, em Olinda, vê-lo tocar. A técnica de Canhoto da Paraíba e o seu repertório dedicado ao choro contribuíram para que eu me tornasse um violonista e um grande apreciador do choro”, comenta Caio Cezar.
Caio Cezar e Canhoto da Paraíba partiram em 1997 para a realização de alguns concertos tendo como objetivo final um projeto mais ambicioso: transformar o resultado na gravação de um CD de composições inéditas da dupla. Um ano após, Canhoto sofreu um AVC que o deixou com uma parte do corpo paralisado e o afastou definitivamente do violão e da música. Canhoto faleceu em abril de 2008.


No CD Saudades de Princesa, o Trio apresenta tratamento camerístico às refinadas melodias de Canhoto da Paraíba, mesclando choros, valsas e canções conhecidas como Visitando o Recife, Com mais de mil, Reencontro com Paulinho (feita para o amigo e seu fã, Paulinho da Viola), O Grito de Mestre Sérgio, Memória de Sebastião Malta, Glória da Relâmpago e Lourdinha (valsa dedicada a sua filha). Das inéditas, foram selecionadas Tem Dó (choro), Saudade de Princesa (homenageando a cidade de Princesa Isabel, na Paraíba, onde nasceu Canhoto), Entrando na Bossa, Choro na Madrugada e Gaguejando.
O disco está sendo lançado em oito cidades brasileiras, entre os meses de março e maio de 2010.
Uma bela homenagem a Canhoto da Paraíba, artista cuja trajetória se funde à essência da própria história e cultura de nosso povo. Jeito simples e complexo, singular e plural, regional e universal, corpo e alma da arte brasileira.

CANHOTO DA PARAÍBA

Francisco Soares de Souza, conhecido por Canhoto da Paraíba, foi compositor e violonista.
Nasceu em 1927, na cidade de Princesa Isabel, na Paraíba, numa família de músicos. O avô era clarinetista e o pai violonista, e ele convivia, desde criança, com serestas e saraus em sua casa.
A carreira artística tomou um rumo mais intenso, quando, aos 16 anos foi levado por frei Casanova para tentar um emprego na Rádio Clube de Recife.
Na capital pernambucana, onde ficou conhecido como Chico Soares, manteve contato com artistas como Luperce Miranda, Sivuca, Tia Amélia do Jaboatão, Nelson Ferreira.
Em 1953 foi para João Pessoa, assinou contrato com a Rádio Tabajara, onde atuou por cinco anos. Lá formou seu primeiro regional e acompanhou diversos artistas.
Foi para Recife em 1958,  trabalhar na Rádio Jornal do Comércio.
Em 1968, lançou pela gravadora pernambucana Rozenblit o seu primeiro disco, Único amor.
Três anos depois, Paulinho da Viola dedicou-lhe o choro Abraçando Chico Soares, e em 1977, lançou pelo selo Marcus Pereira, o fundamental disco Canhoto da Paraíba, o violão brasileiro tocado pelo avesso.
No mesmo ano dividiu o palco com Paulinho no Projeto Pixinguinha.
Teve várias  composições gravadas pelo grupo Época de Ouro e por  Toquinho.
Foi também um dos fundadores do Clube do Choro de Recife.
Em 1993, lançou o disco Pisando em brasa, com as participações especiais de Paulinho da Viola e Raphael Rabello.
Exerceu papel fundamental na criação de repertório para o violão no século XX ao fundir o choro com formas musicais do Nordeste.

É também criador da técnica que produz agudos peculiares ao solar com o polegar e fazer bordões com os outros dedos. Suas influências sonoras incluem ritmos nordestinos como baião, xote, frevo, xaxado e cateretê, além da bossa nova.
Em 1998, Canhoto sofreu um acidente vascular cerebral e nunca mais tocou ou compôs. Morreu em 2008.

O TRIO DE CÂMARA BRASILEIRO

Caio Cezar - violonista, produtor musical e arranjador tem longo currículo na área de pesquisa musical brasileira.  Lançou em 1993, o importante CD Caio Cezar interpreta João Pernambuco – Vol.1, sobre o também violonista João Teixeira Guimarães, o João Pernambuco. O trabalho aclamado pela crítica especializada é até hoje um dos únicos lançamentos sobre as composições de Pernambuco. Desde 1995, colabora com herdeiros de Pixinguinha no levantamento das composições inéditas do mestre. Assinou a direção musical e os arranjos do disco Teu Nome, Pixinguinha (Biscoito Fino), de Marcelo Vianna, neto do compositor e a direção artística e musical da Série Pixinguinha, importante projeto que resultou no lançamento de 3 CDs dedicados às composições e arranjos sinfônicos escritos por Pixinguinha entre os anos de 1930 e 1960.

Pedro Amorim - carioca, começou a tocar o bandolim em 1978, como autodidata. Em 1983 profissionalizou-se como instrumentista (bandolim, violão tenor, cavaquinho, banjo e violão) e gravou o primeiro disco, o LP João Pernambuco / 100 anos, com o grupo Nó em Pingo d'água (Funarte). Viajou para França e Alemanha com Maurício Carrilho e João de Aquino.
 Em 1988 volta a Paris e, com Teca Calazans viaja por toda a França durante 10 meses. Em 1993 interpreta a Suíte Retratos, de Radamés Gnattali, como solista da Orquestra Sinfônica Nacional. Ainda neste ano grava o CD O Trio, ao lado de Maurício Carrilho e Paulo Sérgio Santos, recebendo dois prêmios Sharp de Música: Melhor CD e Melhor Grupo Instrumental. Também em 1994 lança o CD Pedro Amorim toca Luperce Miranda. Em 1998 dirigiu e tocou no Projeto Revendo o Opinião, participou de shows e discos de artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque. Fez vários trabalhos de pesquisa sobre a música brasileira e tocou ao lado de grandes músicos e intérpretes como Elizeth Cardoso, Paulo Moura, Hermínio Bello de Carvalho, Turíbio Santos, Ademilde Fonseca, Moreira da Silva. É sócio do estúdio Acari, onde realizou projetos como o primeiro CD de Seu Jair do Cavaquinho e a gravação de seu primeiro disco autoral, totalmente dedicado ao violão tenor.

Alessandro Valente - instrumentista autodidata, dedica-se desde 1981 ao estudo do cavaquinho. É integrante dos grupos Rabo de Lagartixa e Monobloco. Trabalhou  como músico e diretor em trabalhos com o sambista Osvaldo Pereira, José Tobias, Zezé Gonzaga e Carmem Costa. Participou do elenco de músicos dos espetáculos teatrais Metralha, sob a direção de Tim Rescala, em 1996 e 1997 e Chico Viola, dirigido por Bia Paes Leme, em 1998. Faz parte do projeto Mini-Concertos Didáticos do Museu Villa-Lobos. É professor do curso técnico de cavaquinho do Conservatório Brasileiro de Música (RJ), desde 1998. Participa como professor do Projeto Acordes da Vila, de cunho filantrópico, realizado pelo Instituto Pão de Açúcar (RJ) dirigido pelo maestro Aécio Flávio. Desde de 2007 participa do musical Sassaricando – e o Rio inventou a marchinha, de Rosa Araújo e Sergio Cabral.

MÚSICA NO MUSEU DA PAMPULHA

Trio de Câmara Brasileiro – lançamento do CD “Saudades de Princesa”
 Local: Museu de Arte da Pampulha (Av. Otacílio Negrão de Lima, 16585)
Data: dia 17 de março - quarta-feira
Horário: 21 horas
Ingressos: R$ 10,00 (dez reais)
Ingressos à venda no MAP e loja CD Plus (Rua Paraíba, 1399, Savassi - Tel- 32878957)
Maiores Informações- 3277 7996
Patrocínio: Instituto Hermes Pardini